Não sei se sou o único ser que se irrita com transmissões esportivas sem conteúdo. Cito como exemplo o Galvão Bueno e sua "corja". Na década de 1980 o cara era um ótimo narrador. Passa o tempo, o sucesso chega e o cara acha que é o dono da verdade. "Cria" bordões e, para mim, fica insuportável. Quando quero assistir algo que só é transmitido pela rede em que ele atua, "zero" o áudio. Quanto à "corja" me refiro, por exemplo, ao Arnaldo Cesar Coelho. As imagens mostram uma coisa e o cara teima em dizer o contrário. Um porre. Tenho acompanhado as transmissões do mundial de judô nessa semana pela SPORTV. E não é que o tal do Galvão Bueno tem feito escola? Explico. Na parte da manhã há eliminatórias. O narrador e comentaristas são uns. Já na parte da tarde, quando as medalhas estão em disputas, entram em cena os "discípulos" do Galvão! Na narração, o "cacique" Sérgio Mauricio e nos comentários um ex-judoca. O narrador segue certinho a cartilha do Galvão; não narra com imparcialidade, é "patriota" além da conta, exagera nos "apontamentos" inúteis, tipo" olha a mãe de fulana", cita inúmeras vezes a mesma coisa "na regra antiga o juiz teria dado 'Matê', hoje deixa a luta seguir", entre outras coisas. Outras atitudes que tem me afligido são feitas pelos repórteres. Pensei que era só no futebol que as mesmas perguntas idiotas fossem repetidas. Ledo engano... A falta de repertório dos "profissionais" me incomoda demais. O que mais tenho visto nas reportagens são:
- o (a) repórter pergunta para o atleta derrotado o 'óbvio ululante' (termo também usado pelo colunista da Folha José Simão e por Nélson Rodrigues): _Você deve estar muito triste por ter perdido essa luta, não?
Alguém de vocês conhece um atleta que treina incessantemente durante meses para vencer uma competição e ao obter um revés fica feliz? Eu não conheço tal ser. Resultado das transmissões de judô no dia de hoje; "zerei" o áudio. Citando o início de uma música do Titãs: Eu não aguento, eu não aguento! Eu não aguento, eu não aguento! É de noite, é de dia...